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Roubos e assassinatos fazem Uber rever pagamentos em dinheiro no Brasil

Empresa vai passar a exigir número do CPF e data de nascimento antes de usuário pedir corrida pelo aplicativo; medida começa em São Paulo.

Acertar os pagamentos em dinheiro no Brasil é um teste crucial para o Uber no momento em que a companhia se lança fora dos mercados desenvolvidos buscando um crescimento mais rápido em países mais pobres, onde os cartões de crédito são menos comuns e a segurança pública é mais precária.

Motoristas de todo o país realizaram protestos ameaçando deixar o serviço se o Uber não reduzir o risco de crimes, enquanto taxistas e autoridades eleitas vêm capitalizando incidentes isolados como prova da necessidade de uma legislação mais restritiva.

Até agora o Uber vem crescendo aceleradamente no Brasil. Atualmente ao menos 30 por cento das viagens feitas no país são pagas em dinheiro, e esse índice é muito mais alto em áreas pobres nas quais os cartões são menos comuns, de acordo com duas fontes da empresa. Em São Paulo, o pagamento em dinheiro é o mais usado na periferia, e as fontes disseram que esse fato levou a metrópole a superar Nova York e Tóquio e se tornar o maior mercado do Uber em termos de corridas nos últimos meses.

A exigência para que novos clientes que pagam em dinheiro se registrem no serviço com seu CPF passou a vigorar em todo o país na última segunda-feira, seis dias depois de a Reuters enviar perguntas detalhadas sobre ataques a motoristas e a reação lenta do Uber.

Andrew Macdonald, diretor da Uber para a América Latina e Ásia disse à Reuters que o Uber também estava analisando dar aos motoristas a chance de optar por não aceitar dinheiro, o que a companhia já vem testando em algumas cidades do Brasil e do Chile, além de um algoritmo bloqueando novos usuários de dinheiro se eles mostrarem comportamento estranho, como o cancelamento de várias corridas.

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